O Salto Ángel está localizado no sudeste da Venezuela, especificamente no estado de Bolívar, dentro do exuberante Parque Nacional Canaima. Esta área protegida abrange 3 milhões de hectares e faz fronteira com o Brasil e a Guiana, sendo reconhecida como Patrimônio Mundial pela Unesco. A região é famosa por suas formações geológicas únicas e biodiversidade preservada.
Com uma altura impressionante de 979 metros, a queda d’água é catalogada pela Encyclopedia Britannica como a mais alta do mundo. Sua magnitude é quase vinte vezes superior à média das quedas das Cataratas do Iguaçu, que costumam variar entre 40 e 80 metros de altura. Esse isolamento geográfico contribui para a aura mística e a preservação do local.
Conhecida pelos indígenas pemón como Kerepakupai Merú, que significa “salto do lugar mais profundo”, a cachoeira faz parte do território ancestral desse povo. A imensidão da queda é tão significativa que garantiu registros no Guinness World Records e serviu de inspiração visual para diversas produções cinematográficas famosas ao redor do globo.
Comparação entre as maiores quedas d’água
A diferença de escala entre o Salto Ángel e outros complexos famosos é notável quando analisamos os números reais. Enquanto as Cataratas do Iguaçu, na fronteira entre Brasil e Argentina, impressionam pelo volume de água, o gigante venezuelano destaca-se pela verticalidade absoluta. Em épocas de cheia, Iguaçu pode ultrapassar os 180 metros, mas ainda fica longe do quilômetro de altura da queda venezuelana.
O fluxo de água do Salto Ángel despenca de um “tepui”, uma montanha de topo plano característica da região, criando uma névoa que muitas vezes se dissipa antes mesmo de tocar o solo. Esse fenômeno visual atrai aventureiros e cientistas do mundo inteiro que buscam estudar a geologia milenar do planalto da Guiana. É um dos destinos mais icônicos da América do Sul.
Para se ter uma ideia da proporção, a altura total da cachoeira é quase três vezes maior que o edifício Empire State, em Nova York. Essa característica única exige que os visitantes utilizem barcos ou aviões de pequeno porte para acessar a base da montanha. O esforço logístico é recompensado pela visão de uma das paisagens mais intocadas do planeta.
