Os pterossauros são parentes próximos dos dinossauros e se destacam por terem sido os primeiros vertebrados a desenvolver o voo ativo, também chamado de voo verdadeiro – uma capacidade que, atualmente, é vista apenas em aves e morcegos. O voo dos pterossauros era possível devido a modificações nos ossos de suas mãos, que sustentavam enormes membranas alares. Essa membrana era composta por múltiplas camadas de fibras e se estendia a partir de um quarto dedo alongado até a parte posterior das pernas do animal.
Azhdarquídeos: os maiores animais voadores
Nenhum outro grupo de animais voadores alcançou as dimensões dos maiores pterossauros. O famoso Quetzalcoatlus northropi, considerado o maior animal voador já encontrado, podia atingir uma envergadura impressionante de até 11 metros, comparável ao tamanho de um pequeno avião. Assim como o Quetzalcoatlus northropi, os azhdarquídeos em geral passavam a maior parte do tempo em terra firme, onde utilizavam seus longos e afiados bicos para caçar pequenos animais.
A rara descoberta do pterossauro sírio
Os azhdarquídeos estavam entre os últimos pterossauros conhecidos, sendo extintos no mesmo evento que marcou o fim dos dinossauros não avianos. Estes animais são considerados raros e seus fósseis costumam ser encontrados em rochas formadas em leitos de rios.
No entanto, o pterossauro sírio foi descoberto em rochas de origem marinha, uma característica que surpreendeu a pesquisadora Wafa Adel Alhalabi, indicando que este pterossauro específico também viveu em um ambiente marinho. Essa hipótese está em consonância com evidências encontradas anteriormente na Jordânia e no Marrocos. A descoberta sugere que esses gigantes alados podiam explorar ambientes costeiros.
Potencial nova espécie
Ainda que o úmero isolado não seja suficiente para a descrição de uma nova espécie, os cientistas envolvidos na pesquisa acreditam que o osso do pterossauro sírio possa pertencer a um animal ainda desconhecido pela ciência.
