O mês de janeiro de 2026 começa com um espetáculo visual proporcionado por uma superlua vibrante entre os dias 2 e 3. Este fenômeno ocorre quando o satélite atinge o perigeu, ponto de maior proximidade com a Terra, parecendo maior e mais brilhante. Além disso, as atividades de auroras boreais estão em alta em regiões como o Alasca e a Islândia.
Os astrônomos apontam que este período é ideal para quem busca fenômenos luminosos intensos logo na abertura do ano. A combinação da luminosidade lunar com a atividade eletromagnética nos polos favorece o turismo astronômico em destinos de alta latitude. O céu noturno promete ser um atrativo constante para observadores amadores e profissionais.
A programação celeste continua movimentada com diversas conjunções entre a Lua e outros planetas ao longo das semanas. Esses encontros aparentes no firmamento facilitam a localização de corpos celestes a olho nu para quem está começando a explorar a astronomia. É um convite para olhar para o alto em busca de alinhamentos geométricos naturais.
Oposição de Júpiter e proximidade com a Terra
Nas noites de 9 e 10 de janeiro, ocorrerá a melhor oportunidade do ano para observar Júpiter, o gigante gasoso do nosso sistema solar. O planeta atingirá a oposição, momento exato em que a Terra se posiciona diretamente entre ele e o Sol. Essa configuração geométrica garante que Júpiter apareça com brilho máximo e tamanho aparente ampliado.
Nesta ocasião, o quinto planeta estará em sua menor distância da Terra desde o final de 2024, marca que não se repetirá até 2027. Para encontrá-lo, basta olhar para a direção leste logo após o pôr do sol, próximo à constelação de Gêmeos. Ele formará um desenho triangular no céu junto com a estrela Sirius e as famosas estrelas do cinturão de Órion.
A luminosidade de Júpiter será tão intensa que poderá ser vista facilmente mesmo em áreas com certa poluição luminosa urbana. O uso de binóculos ou pequenos telescópios permitirá identificar até mesmo as suas quatro luas galileanas principais. É o evento central para quem deseja registrar imagens detalhadas da superfície planetária neste ciclo.
Escuridão ideal para o espaço profundo
A Lua Nova de 19 de janeiro será um marco fundamental para os entusiastas que buscam observar objetos do espaço profundo. Sem a interferência da luz refletida pelo satélite natural, o céu ganhará o contraste necessário para revelar detalhes sutis do cosmos. As noites imediatamente anteriores e posteriores a essa data são consideradas as mais escuras do mês.01
Este cenário de breu total é perfeito para localizar a Galáxia de Andrômeda e a famosa Nebulosa de Órion sem equipamentos profissionais complexos. O Aglomerado Beehive também se torna um alvo visível, aparecendo como uma nuvem estelar densa e fascinante. A ausência do luar transforma o firmamento em uma tela nítida para a luz de estrelas distantes.
Para aproveitar ao máximo essa janela de observação, recomenda-se buscar locais afastados das luzes das grandes cidades. Se o clima colaborar e o céu estiver limpo, janeiro se encerrará como um dos meses mais ricos tecnicamente para a astronomia em 2026. A diversidade de eventos garante que cada fase da lua ofereça uma experiência diferente ao observador.
